quarta-feira, 26 de abril de 2017

Crianças abandonadas são resgatadas pela GCM (Reprodução)

26 de abril de 2017

Quatro crianças em situação de abandono e maus-tratos foram resgatadas na noite deste domingo pela GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo, na região do Grande Alvarenga.

Ao fazer a ronda no bairro, a equipe foi abordada por uma moradora que avisou os agentes das condições inadequadas das crianças de nove, sete, três e um ano de idade. Elas estariam sozinhas em casa havia pelo menos quatro dias.

Na residência, a GCM encontrou o ambiente em péssimas condições de higiene, com mau cheio, roupas e louças sujas espalhadas, sem água e sem luz. Com fome, as crianças pediam por comida e foram atendidas pelos agentes, que ficaram sensibilizados com a situação.

Horas depois a mãe foi localizada. Thays Daise dos Santos foi levada para o 3º DP (Assunção), onde foi registrado um boletim de ocorrência por abandono de incapaz e maus-tratos a menores. O conselho tutelar também foi acionado e encaminhou as crianças para outros familiares.

Original disponível em: http://www.dgabc.com.br/Noticia/2629257/criancas-abandonadas-sao-resgatadas-pela-gcm

Reproduzido por: Lucas H.

Polícia apura se bebê foi abandonado em rua por motorista de carro branco (Reprodução)

25/04/2017

A Polícia Civil apura se a motorista de um carro branco foi quem deixou uma recém-nascida dentro de uma mala em uma calçada do Setor Papillon Park, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. A suspeita foi levantada durante o depoimento do homem que encontrou a bebê, que deve se chamar Emanuele Cristina.

“Ele disse que chamou a atenção porque o carro saiu e deixou de tampar onde a mochila estava. Porém, ele não viu se alguém saiu do carro e deixou a mochila”, explicou a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Caroline Borges Braga.

A menina foi encontrada no domingo (23). Uma equipe da polícia fez diligências na região, mas não localizou imagens que possam ajudar a desvendar o caso. “Infelizmente, é um local ermo, com poucas câmeras de segurança, o que inviabilizou um pouco nesse sentido as diligências”, disse.
Mais duas testemunhas devem ser ouvidas pela Polícia Civil nesta terça-feira (25). A delegada também pediu a hospitais que acionem a corporação caso alguma paciente com características de parto recente dê entrada nas unidades.

Imagens mostram o momento em que a recém-nascida foi encontrada, dentro da mala sob uma árvore (veja acima). O vídeo começa mostrando os moradores da região ao redor da bebê. Um dos presentes chama o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e relata o estado da menina. “A neném está com frio mesmo. Está mostrando sinais de hipotermia”, disse.

Em seguida, as imagens mostram a chegada de duas motos do Samu. Um dos socorristas, Gildo Franks, segura a bebê e a examina, ainda sentado na calçada. Outra moradora que acompanha o atendimento comenta que crê que a recém-nascida está com fome. “Olha os lábios dela, querendo mamar peito”, afirma.

Franks relata que notou que a recém-nascida estava fria e com pouca oxigenação no sangue, porque estava um pouco arroxeada, mas estava aparentemente bem. Ele conta que ficou comovido em poder ajudar.

“Quando envolve criança todo mundo fica emocionado. A gente, às vezes, precisa socorrer criança afogada, atropelada, mas quando é desse jeito a gente se emociona ainda mais. Ela nasceu muito bonita, com quase 3,6 kg”, disse ao G1.

Após realizar os primeiros exames, Franks relata que esperou outra unidade chegar para finalizar o atendimento. Conforme o Samu informou à TV Anhanguera, a estimativa é que a bebê tenha resistido por cerca de três horas dentro da mala sob a árvore.

Abrigo

A enfermeira do Samu Larysse Lorenna Alves dos Santos acredita que a menina nasceu na madrugada de domingo e que o parto ocorreu dentro de casa. O Samu transportou a recém-nascida até o Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Com peso de 3,6 kg e passando bem, ela teve alta na segunda-feira (24) e foi para um abrigo. O Conselho Tutelar não informou o nome da unidade por questão de segurança.

Responsável por levar a criança, o conselheiro tutelar Iron Cordeiro se emocionou com a situação da menina. “A gente espera que seja tudo melhor para ela. Ela já é uma guerreira porque nasceu saudável e em menos de 24h já está tendo alta. Ela mostrou que vai viver e vai viver bem, se Deus quiser. Com ajuda da gente e da sociedade porque tem muita gente que quer dar esse carinho que ela precisa”, disse Iron, com os olhos marejados.


Reproduzido por: Lucas H.


Abandono afetivo pode configurar dano moral - saiba quando se justifica a indenização (Reprodução)

25 abr 2017


É difícil estabelecer padrões e valores para a família, especialmente considerando os vários tipos de família dos quais temos exemplo. O modelo de pai, mãe e filhos há muito foi desmentido pela nossa própria sociedade que o pregou na mídia. O que vemos quando olhamos para os lados são avós e netos, mães e filhos, pais e filhos (com menos frequência) e até mesmo parentes mais distantes tomando para si o dever de educar e acompanhar uma criança cujos pais optaram por abandoná-la

Entende-se que abandonar uma criança pela qual se é responsável trata-se de uma ilicitude. O poder familiar delega, naturalmente, deveres - especialmente aos adultos - que quando ignorados se tornam algo ilícito. O problema principal é que a ilicitude acaba por gerar consequências graves, afetando o crescimento e a saúde psíquica de uma criança ou adolescente que desenvolve dentro de si sentimentos fortes de rejeição, desprezo e quiçá insensibilidade.

É importante ressaltar que quando falamos sobre a ilicitude do abandono não queremos com isso dizer que seja obrigatório aos pais que tenham pelos filhos o afeto que, culturalmente, esperamos que haja no seio de uma família. Como dissemos, as famílias possuem diferentes características e não se pode obrigar um indivíduo a ter pelo outro qualquer tipo de afeto, do mesmo modo que não se pode mensurar ou estipular nada em termos de sentimentos pessoais. Porém, constitucionalmente falando, o cuidado seria o dever de criar, educar, acompanhar e preparar um ser humano para ter uma vida digna em sociedade, zelar pela proteção dos seus interesses e direitos e garantir a sua segurança.
Quando configura o dano

O dano moral é, por si só, bastante subjetivo; embora muitas pessoas tenham tentado tirar dele proveito para conseguir indenização às custas de "meros aborrecimentos". Os juízes têm buscado ser irredutíveis a esse respeito na tentativa de não permitir que a justiça falhe ao impor indenizações muito superiores aos aborrecimentos causados ao indivíduo.

A dificuldade de se mensurar o dano moral encontra-se em seu caráter subjetivo e relativo: o que causa dano a um indivíduo pode não causar a outro. Em todo caso, configura-se o dano quando o juiz responsável entende ser óbvio o constrangimento, frustração, humilhação ou vexação causados a uma pessoa devido à desatenção ao cumprimento das obrigações por parte de outrem.

No caso do abandono afetivo, o dano moral não se configura simplesmente pelo abandono em si. É preciso que se prove o distanciamento da vida familiar, sequelas psíquicas causadas por uma situação gerada pela ilicitude do abandono, claro sofrimento, humilhação e constrangimento diante da falta daqueles que são responsáveis pela criança.

É importante também mencionar que não são somente os pais que podem ser sujeitos à indenização, mas aqueles que se desfizerem de um forte vínculo emocional através do abandono, sendo assim igualmente responsáveis pelas mesmas consequências. Também é importante lembrar que somente uma criança ou adolescente poderia alegar dano moral. Os casos de adultos são extremamente específicos: somente quando puder provar que o dano ocorreu enquanto ainda estava na infância ou adolescência, tiver disso provas concretas e respeitar os prazos estabelecidos por lei.
Exemplos reais

O Superior Tribunal de Justiça condenou um pai a indenizar em 415 mil reais a sua filha por abandono material e afetivo em São Paulo. A decisão foi inédita e foi proferida pela Terceira Turma do STJ. Em primeira instância, o pedido foi recusado, sob a alegação principal de que a mãe teria um comportamento agressivo com relação ao pai e que a perda do poder familiar já seria punição suficiente. Porém, através de recurso, a mãe conseguiu provar que o pai era abastado e próspero e ainda assim foi ausente, não só no que tange às obrigações afetivas como pai, mas também no âmbito material.

Diante disso, a ministra Nancy Adrighi da Terceira Turma do STJ, entendeu que embora não se possa forçar um indivíduo a desenvolver qualquer tipo de sentimento por outrem, "cuidar é dever" e por essa razão não há motivo para não tratar danos ocorridos dentro de relações familiares de maneira diferente daquela que se trata danos civis. Ainda que haja muita subjetividade quando falamos de danos morais em questões familiares, a ministra ainda afirmou que a paternidade implica obrigações mínimas, que foram ignoradas pelo pai no caso em questão.

Nesta situação, a filha já havia conseguido se graduar e consolidar-se como profissional, superando o tratamento dispensado como "filha de segunda classe" perante os outros filhos que o pai havia tido - e sido presente em suas vidas - sendo capaz de constituir sua própria família. A mágoa e os sentimentos de tristeza oriundos de uma história na qual tudo o que obteve do pai foi rejeição e ausência é que configuram o dano. O pedido de indenização foi, então, aceito. Porém, o STJ considerou o valor alto e a decisão final foi que o pai deveria pagar um valor de 200 mil a partir de dezembro de 2008.

Apesar de a requerente já ter vivido a infância e a adolescência, é importante lembrar que o caso se trata de uma das exceções concedidas aos adultos. Afinal, é entendido que o dano moral por abandono afetivo afeta mais intensamente crianças e adolescentes e dificilmente configura-se no caso de um adulto. Porém, a ressalva vale para o caso de se conseguir provar um dano que foi causado durante a infância e a adolescência, desde que sejam respeitados os prazos para se recorrer à justiça, como foi o caso apresentado neste artigo.

Em 2012 o STJ recusou pedido de indenização por abandono afetivo
Em caso datado de 2012, o STJ de São Paulo (TJSP) recusou um pedido de indenização em situação similar devido ao fato de o pai da requerente só ter tido sua paternidade confirmada 38 anos após o nascimento da mesma. Os ministros da Terceira Turma entenderam, nesse caso, que não houve ato ilícito ou culpa do genitor. A autora, no entanto, alegou que mesmo após a paternidade confirmada, o seu pai nada fez para lhe prestar ajuda ou amparo, tendo comprado imóveis para os outros filhos e continuado o tratamento diferenciado dispensado a cada um deles.

link! Autor Medeiros Araujo ADV https://www.medeirosdearaujo.adv.br/

Audiências decidem destino de crianças em fila de doação no Crato (Reprodução)

25/04/2017                

O Crato tem entre oito e dez famílias na fila de espera por adoção, número significativamente abaixo da quantidade de crianças esperando por quem queira adotá-las. Existem 22 crianças e adolescentes, entre recém-nascidos e 16 anos de idade, de ambos os sexos, amparadas pela Justiça em casas de acolhimento, sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar formada por assistente social, psicólogo e outros profissionais. Entre o final do mês de abril e o mês de maio, uma série de audiências concentradas com os pais e integrantes de toda rede protetora busca dar os encaminhamentos necessários e encontrar uma saída para as questões.

Antes, os jovens assistidos viviam em situação de vulnerabilidade social por falta de estrutura familiar. Com a ajuda da rede de proteção, tenta-se a recuperação de seus vínculos familiares. O problema está sendo tratado pontualmente, caso a caso, conforme disse o juiz da II Vara Cível da Infância e Juventude da Comarca local, José Flávio Bezerra Morais. Com as audiências, vão ser usados todos os meios possíveis para que os filhos voltem ao seio familiar de origem ou sejam realocados em famílias extensas, com tios, avós e demais parentes. Em último caso, poderão ir para o cadastro de adoção.

Original disponível em: http://cearanews7.com/audiencias-decidem-destino-de-criancas-em-fila-de-doacao-no-crato/

Reproduzido por: Lucas H.




Adoção em outro município (Reprodução)

24 Abril 2017

Uma opção para candidatos a adoção é procurar crianças em outros municípios.
Não há varas em todos os municípios e comarcas, mas pode haver crianças disponíveis para adoção.


ATENÇÃO: Este artigo foi feito com nossos conhecimentos e melhores intenções. Se há algo incorreto, avise-nos. Se na sua comarca algo é diferente, avise-nos. Queremos fornecer a melhor informação possível. Esse é nosso trabalho.

Primeiro vamos esclarecer alguns pontos sobre adoção.
Você somente pode se habilitar para adoção no município em que reside.
Sua habilitação tem validade nacional, isto é, vale em todos os municípios do Brasil.
Dito isso, vamos discutir como funciona uma Vara da Infância.
Quanto uma criança fica disponível para adoção, ela é inserida no CNA, Cadastro Nacional de Adoção. Quanto uma família se habilita, também é cadastrada lá. A equipe da Vara procura famílias para as crianças de sua comarca. Se não encontram, podem recorrer ao CNA.

Geralmente uma criança que não tem adotantes na comarca, também não terá em outras comarcas. São as crianças mais velhas, grupos de irmão, tem doenças graves, etc.
Mas esses critérios podem variar de uma comarca para outra.
Por exemplo, é possível que em determinada comarca, todas as crianças de 12 anos encontrem famílias, e em outras comarcas não. O conceito de crianças mais velhas pode variar de uma comarca para outra.

Então o que você pode fazer, e o que você pode esperar encontrar?

Você pode visitar, ou ligar, para outros municípios perguntando se tem crianças no seu perfil. Para isso, você deve estar habilitado, e isso deve ser feito no seu município. Sem a habilitação, não adianta nem começar. Uma vez habilitado, você vai a Vara e pede cópias dos documentos para visitar outras comarcas. Esse procedimento pode variar de uma comarca para outra. Visite sua Vara e se informe.
De posse desses documentos, você pode procurar e ligar para outras Varas, em qualquer cidade do país. Mas pense em lugares onde poderá ir e fazer visitas frequentes. O processo de adoção pode obrigá-los a fazer várias visitas

Você não pode consultar o CNA, que é de acesso restrito. Também não temos certeza sobre sua atualização em todas as comarcas. Há comarcas sem pessoal ou computadores suficientes.

Um caminho alternativo são os grupos de apoio a adoção. Uma vez que você esteja habilitado, e tenha cópias dos documentos, converse com o grupo de apoio a adoção de sua cidade. Este pode ter contato com outros grupos e informações sobre outras comarcas. Mas que fique claro, o auxílio que os grupos de apoio não evita as Varas da Infância. No final, é lá que a adoção acontece.

Nesse momento, é provável que passe pela sua mente mudar o perfil para facilitar a adoção. Essa é uma decisão muito séria, e perigosa. Cuidar e ser responsável por uma criança é uma decisão que tem consequências pelo resto da vida. Uma decisão errada prejudicará muitas vidas, sem possibilidade de conserto. Se você sonha com um bebê, não estará pronto para um garoto de 8 anos. Não dá para fazer testes, período de experiência. Adoção é definitiva.
Recomendamos muito cuidado em mudar o perfil.

Esperamos que essas informações sejam úteis e repetimos, se você tem alguma correção a fazer, escreva-nos pelo http://portaldaadocao.com.br/fale-conosco.

Original disponível em: http://www.portaldaadocao.com.br/102-adocao-em-outro-municipio

Reproduzido por: Lucas H.

Mesmo com tantos candidatos à adoção, abrigos estão cheios (Reprodução)

24/04/2017

O Jornal Nacional retoma nesta segunda-feira (24) a apresentação da série especial de reportagens sobre adoção, que nós começamos a exibir no dia 10 de abril. Nos dias seguintes, nós tivemos que interromper a sequência por causa do volume de informações da delação da Odebrecht na Lava Jato.
Aquela primeira reportagem mostrou que mais de 40 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e descreveu o processo para adotar no nosso país.

A repórter Graziela Azevedo vai mostrar por que a conta não fecha. Mesmo com mais interessados em adotar do que crianças e adolescentes disponíveis para adoção, os abrigos brasileiros continuam cheios.

“Força, força! E gol! Estica o corpo! Agora vai! Na trave!”.
“Cada conquista é uma vitória mesmo, porque é maravilhoso. Estou sentindo que eu estou cumprindo com o dever que eu propus a fazer, que é fazer a Vitória feliz”, afirma Ana Cristina Macene Ricieri.
Cumprindo e com louvor. Ana deixou o emprego de vendedora de loja para acompanhar os tratamentos que ajudam ela a superar as dificuldades de uma paralisia cerebral.

A deficiência, que foi a causa do abandono por parte dos pais biológicos, acabou sendo também a razão da aproximação das duas. Aconteceu numa visita ao abrigo onde Vitória viveu seus primeiros 3 anos.

“Eu fui não com a intenção de adotar, só de conhecer, acompanhar uma amiga. Como ela tinha a deficiência dela, ficava num cantinho, as pessoas chegavam para visitar e foram passando direto por ela. E aquilo, na hora que eu olhei, ela quietinha, com carinha tristinha, passei por ela e olhei. Na hora que eu olhei para ela, ela já levantou os bracinhos pedindo colo”, conta a mãe adotiva de Vitória, Ana Cristina.

Querer que os filhos nasçam com saúde é um desejo legítimo de qualquer pai, de qualquer mãe, mas a natureza e o destino não seguem o padrão de perfeição que muitas vezes temos na cabeça. Podemos cuidar da saúde, dar boa educação e carinho, mas os filhos, as crianças são o que são. Há coisas que não podemos moldar ou mudam e nem todos estão abertos para aceitar isso.

Os desencontros começam no preenchimento dos formulários em que os candidatos a adoção colocam as características que aceitam ou não em seus futuros filhos: além de raça, sexo e idade, precisam decidir se receberiam grupos de irmãos, crianças com doenças ou deficiências tratáveis.
“E eu meu marido sentávamos para preenche aquilo e não conseguíamos preencher. Se eu tivesse um biológico, não estaria escolhendo nada disso. Não saberia da forma que ia nascer. Não saberia se ia nascer saudável, se não, se ia nascer com cabelo liso, com cabelo enrolado”, disse Ana Cristina.
Mas é obrigatório fazer escolhas na hora de preencher o cadastro. A média no cadastro nacional é de cinco pretendentes para cada criança disponível para adoção, e mesmo assim muitas passam a vida nos abrigos.

É que elas nem sempre se encaixam nos desejos dos adotantes. Só 8% dos candidatos aceitam crianças com necessidades especiais; 12% dos menores cadastrados têm algum problema físico ou mental; e mais de 65% são negros ou pardos. A maioria tem mais de 5 anos de idade. Muitos têm irmãos que não querem se separar, um desejo que a Justiça hoje costuma respeitar.

Cerca de 56% são meninos e 44% meninas. Mas a maior fila para adotar é de pessoas que querem:
“Menina branca recém-nascida. É a maior fila que tem no Brasil. Menina branca de até 6 meses. Então, a gente precisa tomar cuidado para separar o que é a demora da adoção em decorrência da falta de recursos humanos, em decorrência da burocracia legal, e separar o que é a dificuldade da adoção por conta das restrições que os próprios adotantes colocam na hora de adotar”, explica o juiz da Vara da Infância Protetiva de Guarulhos, Iberê de Castro Dias.

Os bebês ainda são minoria, mas chegam com maior frequência nos abrigos e por uma razão que é uma ferida social: o uso do crack.

Os filhos desse drama são muitos. Só a Vara Central da Infância em São Paulo recebe de dois a três bebês por semana, filhos de dependentes do crack.

Uma casa de acolhimento tem hoje 20 bebês. Quem cuida deles garante que são guerreiros. E se entende logo o porquê.

“Eles chegam aqui numa condição debilitada, eles chegam assustados e com o tempo vão evoluindo, vão melhorando, vão crescendo”, conta a assistente social Vicemy Feitosa Moura.

A maioria supera os problemas de saúde e alguns têm a sorte também de superar medos e preconceitos. Acompanhamos um momento de entrega para adoção. As funcionárias do abrigo se emocionam.

“Vai com Deus, seja muito feliz. Seja abraçada pela sua nova família que nós estamos torcendo por você”, diz a funcionária.

Conhecemos também a fotógrafa Adriana Queiróz, que virou voluntária do abrigo onde adotou o filho Bernardo.

“É muito especial para ele saber da história de vida dele, que não começou quando nós o conhecemos. Começou muito antes. E esse tempo que ele passou aqui é muito especial e eu só tenho a agradecer porque elas cuidaram do meu anjo, da minha promessa até a hora de eu e meu marido podermos conhece-lo”, diz a fotógrafa Adriana Queiroz.

É com carinho que as funcionárias registram em álbuns um pouco da história de cada bebê: primeiros passos, dentinhos, uma evolução que ganha força com a chance de uma família disposta a enfrentar qualquer problema que o passado dos pais biológicos possa ter deixado.

“O que for para a gente enfrentar, enfrentaremos nós três juntos. Quando conhecemos ele, ele tinha problemas respiratórios e aí foi supertranquilo para a gente poder resolver tudo isso com a pediatra dele. Ele está maravilhoso, graças a Deus! Ele está ótimo, ele está muito bem. Ele é um presente maravilhoso”, afirma Adriana.

Um presente tão especial quanto o que a Ana e o Carlos ganharam.

“A Vitória não nasceu de mim, mas ela nasceu pra mim!”, diz Ana Cristina.

Original disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/04/mesmo-com-tantos-candidatos-adocao-abrigos-estao-cheios.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=jn

Reproduzido por: Lucas H.

Grupo ‘Revelar’ de Apoio a Adoção em Mauá (Reprodução)

24 de abril de 2017


Formado por voluntárias, que ativamente trabalham com famílias adotantes e crianças/adolescentes aptos a adoção no Município de Mauá.

Maio é o mês da adoção no Brasil, e por este motivo é necessário levantarmos algumas bandeiras pela causa, pois trata-se de um processo longo e desgastante envolvendo pessoas que se dispõem a adotar e aquelas que aguardam uma família.

Além disso, após a concretização do processo de adoção se faz necessário um acompanhamento técnico e psicológico buscando a consolidação do processo.

Em Mauá, um grupo liderado por três profissionais mulheres, uma assistente social e duas psicólogas, tem trabalhado de forma voluntária para auxiliar e promover a adoção de forma intensa no Municipio.
Vaine Santana Fontes, é filha por adoção e hoje psicóloga, foi quem idealizou o Projeto, que após conhecer outras profissionais que também tinham sonho em lutar por esta causa, juntaram-se e formou o Grupo de Apoio a adoção.

Sendo elas, Miriá Ferreira dos Santos, mãe por adoção e Assistente Social, também atua como coordenadora de um Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes e Daniela Ferreira da Mata Ferreira, também psicóloga e coordenadora de um Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes, antigamente denominado de abrigo ou orfanato.

As três lideram o GAAM - Revelar (Grupo de Apoio a Adoção de Mauá), fundado em outubro de 2016, mas que já vinha sendo idealizado a cerca de 10 anos, como afirmam as participantes.

O Projeto concretizou-se com o apoio do Grupo de Apoio Laços de Ternura de Santo André, já consolidado naquele Município, e no ano passado,  com o Projeto em mãos foram até o Fórum de Mauá e o apresentaram para equipe técnica e para o Ministério Público que se interessou de imediato, tendo em vista a impossibilidade do setor técnico em assumir esta responsabilidade, e de não existir  um trabalho nesse sentido na cidade.

 “Após essa apresentação, o setor técnico passou a nos encaminhar casais para participar do grupo, casais estes habilitados ou não, mas que necessitam deste respaldo, nosso primeiro encontro ocorreu em 28 de outubro de 2016, em uma sala cedida pelo Colégio Monsenhor Alexandre, ao lado da Igreja Matriz”, explicam.

As integrantes do GAAM- Revelar são unânimes ao afirmarem: “É de nosso conhecimento que muitas crianças brasileiras impossibilitadas de viver com suas famílias de origem sonham em ser amadas e inseridas numa família adotiva, direito este preconizado no ECA. 

Sabe-se também, que a filiação adotiva é repleta de preconceitos, e mitos e existem muitas facetas no universo da adoção que precisam ficar claras aos adotantes, para que a adoção seja bem-sucedida. “É preciso preparar os pais e futuramente seus filhos adotivos contra os fantasmas do abandono, contra os preconceitos e dúvidas que virão”, completam.

O GAAM- Revelar se reúne mensalmente na sede da ONG União de Saúde sem Fronteiras, localizada na Rua José Pinto, nº 152- Jardim Santa Lidia - Mauá, se propondo a trabalhar em parceria com pais adotantes e filhos adotivos, proporcionando suporte de caráter Psicológico, Social e Jurídico.

Primeira caminhada da adoção



Comemora-se em 25 de Maio O DIA NACIONAL DA ADOÇÃO, buscando chamar atenção para o tema , sensibilizar as autoridades e divulgar o próprio grupo, o GAAM-  Revelar estará promovendo em Mauá, no dia 21 de maio, sua primeira caminhada, a partir das 8:00  com saída do POUPATEMPO MAUÁ- encerrando-se no Fórum de Mauá simbolizando o Inicio e o Fim do Processo para os casais.


Reproduzido por: Lucas H.