quarta-feira, 13 de maio de 2015

Novo Cadastro Nacional de Adoção promete agilizar processos

Mais simples


Ferramenta enviará alertas aos juízes sobre compatibilidade entre candidatos e crianças, mas ONG alerta sobre a necessidade de um servidor para cuidar apenas do sistema

por Fernanda da CostaEnviar correção
12/05/2015 | 17h30min
Novo Cadastro Nacional de Adoção promete agilizar processos Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
Um novo sistema para o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) promete agilizar a inclusão de crianças em famílias adotivas no país. A ferramenta foi apresentada na tarde desta terça-feira, em uma sessão ordinária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente, a base de dados conta com 33,5 mil pretendentes e 5,7 mil crianças.

Desenvolvida para ser mais ágil e eficaz no cruzamento das informações, a tecnologia tornará a atualização do CNA mais simples, conforme o CNJ.

— Com a simplificação, o preenchimento não tomará mais que cinco minutos. A partir de agora, o cadastro será ferramenta efetiva para o juiz acelerar e concretizar o processo de adoção —  afirma a ministra Nancy Andrighi, corregedora do CNJ.

A responsabilidade por alimentar os dados do cadastro continua a cargo das varas de Infância e Juventude dos Tribunais de Justiça dos Estados.

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A principal vantagem do novo sistema é o envio de notificações aos juízes sobre a compatibilidade entre pretendentes e crianças. O magistrado será informado por e-mail da combinação no momento em que preencher novos cadastros. Quando a inclusão for de uma criança, o sistema informará os pretendentes que aceitem adotar pequenos com as mesmas características. Já quando o cadastro for de candidatos a pais, a ferramenta avisará sobre a existência de crianças que se enquadram no perfil buscado pelo casal.
A inovação informará compatibilidades mesmo que pretendentes e crianças estejam vinculados a comarcas diferentes. Nessas situações, os juízes responsáveis serão notificados eletronicamente para que entrem em contato um com o outro e possam dar prosseguimento à adoção.

Para utilizar o sistema, os juízes poderão optar pela migração de dados ou novas inclusões, já que o preenchimento do cadastro foi simplificado. Além de dados básicos como idade, sexo e etnia, o CNA permite que pretendentes possam informar restrições a enfermidades. Os adotantes devem indicar se aceitam crianças com doenças curáveis, incuráveis ou detectáveis. Segundo dados do CNA, estão disponíveis para adoção 439 crianças com doenças tratáveis; 165 com doenças não tratáveis; 218 com deficiência física; 472 com deficiência mental; e 98 portadoras do vírus HIV.

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Apenas a simplificação dos cadastros no CNA e as notificações aos juízes não serão suficientes para garantir a agilidade das adoções em Porto Alegre, conforme Maria Rosi Marx Prigol, presidente da organização de apoio à adoção Instituto Amigos de Lucas. Ela acredita que, caso o Judiciário não destine ao menos um servidor especificamente para atualizar o cadastro, as adoções não serão facilitadas na Capital.
— Aqui não há um técnico específico para a adoção. Os técnicos são sobrecarregados, cuidam do CNA e uma infinidade de outras demandas, o que atrasa as habilitações e adoções — informa Maria Rosi.

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Segundo a presidente, mesmo que o novo sistema emita notificações ao Judiciário, nada mudará se não houver servidores para entrar em contato com os pretendentes e dar prosseguimento às adoções.
— Será um e-mail perdido no meio de muitos — comenta Maria Rosi.
Em setembro de 2014, um levantamento do Ministério Público (MP) mostrou que 129 crianças e adolescentes que viviam nos abrigos de Porto Alegre estavam fora do CNA, 10% de todos os acolhidos. Eram crianças que tiveram ação de destituição do poder familiar julgada procedente — quando a Justiça determina que os pais não têm condições de cuidar dos filhos —, mas não foram incluídas no sistema de adoção, sendo condenadas a viver nos abrigos.
Seis meses depois, uma nova pesquisa do MP apontou que 40 das 129 crianças ainda estavam fora do sistema. No total, apenas 40 crianças foram adotadas em Porto Alegre no último ano, 16% das crianças incluídas no CNA na Capital.
Zero Hora entrou em contato com Judiciário para saber quando o novo CNA entrará em vigor e se há técnicos específicos para administrar o sistema em Porto Alegre, mas não obteve retorno até o horário de publicação desta reportagem.
 http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/05/novo-cadastro-nacional-de-adocao-promete-agilizar-processos-4759139.html?utm_source=Redes%20Sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Na Moral 50 anos

Pedro Bial, Jô Soares e Sílvio de Abreu repercutem edição especial do Na Moral

Apresentador do programa comenta debate: ‘Foi bom, esquentou. São temas que apaixonam a todos’

Paula Paiva Do Gshow, Rio
24/04/2015 às 08h08
Atualizado em 24/04/2015 às 08h08
Pedro Bial posa ao lado dos convidados do programa, Jô Soares e Sílvio de Abreu (Foto: Paula Paiva / Gshow)Pedro Bial posa ao lado dos convidados do programa, Jô Soares e Sílvio de Abreu (Foto: Paula Paiva / Gshow)
O Na Moral desta quinta-feira pegou fogo! O programa trouxe à tona temas que deram o que falar ao longo desses 50 anos de Globo, e fez com que os convidados refletissem sobre os limites da moral na TV e como estes limites evoluíram nos últimos anos. “O debate foi bom, esquentou. São temas que apaixonam a todos e acho que é mais uma vez exemplar da TV Globo de trazer para a sua própria programação uma discussão que aponta ou pretende apontar contradições dela própria”, comemora Pedro Bial.
Autor e apresentor repercutem o programa (Foto: Paula Paiva / Gshow)Autor e apresentor repercutem o programa (Foto: Paula Paiva / Gshow)
E o apresentador não foi o único que saiu com a sensação de dever cumprido. Jô Soares e Sílvio de Abreu Soares – alguns dos convidados desta quinta-feira – também exaltaram essa edição especial e a importância de discutir as mudanças ocorridas na sociedade nas últimas décadas: “É um tema fantástico para ser debatido nas duas áreas, porque ninguém estabelece essa ou aquela moral. É toda a população”, explica Jô.
Confira os melhores momentos do programa especial!

 http://gshow.globo.com/programas/na-moral/por-tras-das-cameras/noticia/2015/04/pedro-bial-jo-soares-e-silvio-de-abreu-repercutem-edicao-especial-do-na-moral.html

Na Moral 50 anos

50 anos

"Na Moral" fala sobre os tabus da TV

Pedro Bial comanda, nesta quinta-feira, o programa especial sobre temas que deram o que falar nas últimas décadas

23/04/2015 | 08h01
"Na Moral" fala sobre os tabus da TV Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Foto: Estevam Avellar / TV Globo/Divulgação
As comemorações dos 50 anos da Globo continuam esta quinta-feira com um Na Moral especial (RBS TV, 0h50min). Pedro Bial comanda um debate sobre os limites da moral na TV nas últimas décadas. Que assuntos deixaram de ser tabu? Quais paradigmas foram quebrados? O que continua igual?
– É sempre bom aproveitar as chances de falar sobre televisão na televisão. Ao apontar e rever mudanças nos costumes da sociedade brasileira, refletidas em 50 anos de programação da Globo, o Na Moral promoveu uma rica discussão. O espectador vai se surpreender ao ver como certas coisas mudaram e como a relação com a TV é dinâmica e pessoal – diz Bial.
Temas que deram o que falar nas últimas décadas serão debatidos por convidados como o apresentador Jô Soares, o autor de novelas Silvio de Abreu, a desembargadora Maria Berenice Dias e o pastor Silas Malafaia. O programa recebe ainda uma família que vai assistir ao debate em tempo real, de dentro da antiga casa do BBB, e será convidada por Bial a opinar sobre os assuntos.

http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/04/na-moral-fala-sobre-os-tabus-da-tv-4745326.html

NA MORAL - 50 ANOS

Leiam as repercursões:

Malafaia transforma debate sobre moral na TV em pregação contra gays

Mauricio Stycer
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namoral50anosbial
Em homenagem aos 50 anos da Globo, o “Na Moral” ganhou uma edição especial dedicada a discutir como “a moral da época se reflete na TV” e por que os vilões fascinam tanto os espectadores.
Apresentado por Pedro Bial, o programa foi ao ar já na madrugada desta sexta-feira (24) – um horário nada convidativo. A primeira parte do debate, centrada na forma como a televisão representa os homossexuais, foi um desastre completo.
namoralmalafaiaUm dos convidados, o pastor Silas Malafaia, impediu que o tema fosse tratado, realmente. Disse que os gays aparecem muito nas novelas porque os autores são gays e criticou o horário de exibição das tramas.
Como de hábito, exaltado, procurou pregar sobre a homossexualidade do ponto de vista religioso e contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. A certa altura, para indignação dos demais participantes, comparou gays a prostitutas.
Os outros convidados, a desembargadora Maria Berenice Dias, o autor Silvio de Abreu e o apresentador Jô Soares, mal conseguiram tratar do tema proposto. Uma família de São Cristovão, apresentada como um modelo familiar típico, também participou do encontro, de dentro da casa onde ocorre o “BBB”.
Antes de o programa ir ao ar, Malafaia divulgou um vídeo na internet reclamando que o debate não havia sido “democrático” porque a produção teria selecionado três pessoas com posições semelhantes entre si para se oporem a ele. Durante a exibição, vendo a repercussão de suas falas, escreveu no Twitter: “A gayzada tá nervosa aqui. kkkkk''. Encerrado o “Na Moral”, o pastor voltou atrás em sua crítica à emissora: “a Globo não fez covardia comigo”, anotou em seu perfil na rede social.
Na verdade, se a intenção era de fato discutir como a moral se modificou ao longo dos 50 anos da Globo, a escolha dos participantes não foi a melhor. Quem já assistiu a qualquer entrevista de Malafaia sabe que ele não debate, apenas repete um mesmo discurso de púlpito – como políticos em campanha eleitoral.
A segunda parte do programa, sem Malafaia e Maria Berenice, e com o psicanalista Francisco Daudt e a juíza Andréa Pachá, tratou do fascínio que o público de novelas sente pelos vilões. Foi um debate mais civilizado e compreensível, ainda que muito corrido, como é prática no “Na Moral”.


http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2015/04/24/malafaia-transforma-debate-sobre-moral-na-tv-em-pregacao-contra-gays/

GloboNews Especial: os novos modelos de famílias no Brasil


http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-especial/v/globonews-especial-os-novos-modelos-de-familias-no-brasil/4121252/

Debate - Estatuto da Família

Excelente - Debate - Sobre o Estatuto Família -
 
Deputado Federal Anderson Ferreira  Autor  do  Projeto Estatuto  da Família
 
Dr. Luiz Carlos Barros Figueiredo
 
 
Coordenadora  Suzana Sofia M Schettini - Angaad
http://radiojornal.ne10.uol.com.br/audioteca/2015/04/20/estatuto-da-familia-38665

terça-feira, 14 de abril de 2015

Eduardo Cunha defende medidas para desburocratizar adoções

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, manifestou nesta terça-feira (14) apoio a iniciativas para facilitar e acelerar processos de adoção no País. Ele esteve reunido com representantes de entidades de apoio à adoção. Ele assinalou que o direito de crianças e adolescentes viverem em família deve ser assegurado pela legislação e por políticas públicas.
Foto: Zeca Ribeiro
Eduardo Cunha defende medidas para desburocratizar adoções
Entidades querem mudança no texto do Estatuto da Família
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, manifestou nesta terça-feira (14) apoio a iniciativas para facilitar e acelerar processos de adoção no País. Ele esteve reunido com representantes das associações Quintal de Ana e Aconchego - entidades de apoio à adoção e ao direito de crianças e adolescentes viverem em família. As duas entidades integram a Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), que reúne atualmente 130 entidades.
Eduardo Cunha afirmou que espera que a polêmica em torno da adoção por casais homoafetivos não prejudique a aprovação de mudanças para desburocratizar os processos de adoção. Ele assinalou que o direito de crianças e adolescentes viverem em família deve ser assegurado pela legislação e por políticas públicas. “As leis devem ser pensadas para facilitar as adoções e não dificultá-las”.
A representante do Quintal de Ana no Rio de Janeiro, Bárbara Toledo, explicou ao presidente da Câmara que a principal preocupação dos grupos de apoio à adoção é a mudança no trecho do texto do Estatuto da Família (Projeto de Lei 6583/13) que estabelece o conceito de família.  O texto define família como “o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”.
Ela argumenta que, se for aprovado como está, o texto acabará reforçando o preconceito contra núcleos familiares com filhos adotivos. Os grupos de apoio à adoção, segundo ela, quer que esses núcleos estejam explícitos no conceito de família do estatuto.
Eduardo Cunha sugeriu às representantes das duas entidades que discutam a proposta de mudança no texto com o relator do projeto, deputado Diego Garcia (PHS-PR), e acompanhem os debates da comissão especial para esclarecer os objetivos da mudança proposta.
Além de Bárbara Toledo, participaram da reunião, organizada pela deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), Carla Kobori e Soraya Rodrigues Pereira, da instituição Aconchego de Brasília.