quarta-feira, 22 de junho de 2016

HISTÓRIAS DE ADOÇÃO (Reprodução)

Junho 21, 2016

De um lado, olhares perdidos e que alimentam a esperança de encontrar um lar. Do outro, casais ansiosos por conseguirem chamar uma criança de filho e formar uma família. O que parece ser uma realidade fácil de ser resolvida se revela um caminho árduo em busca da felicidade. No país, há 5.624 crianças aptas a serem adotadas. Para cada uma delas, vivendo em um abrigo, há seis adotantes (casais ou pessoas sozinhas). Mesmo assim, a construção de um lar é lenta e sofrida. Mas uma mudança no perfil das crianças procuradas para adoção tem gerado mais finais felizes.

Desde 2010 o número de futuros pais que escolhem exclusivamente crianças brancas vem diminuindo no Brasil. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a discriminação racial vem caindo significativamente. Se antes 38,7% dos candidatos queriam apenas filhos brancos, atualmente são 22%. A quantidade de casais que aceitam crianças pardas também cresceu, saltando de 58%, em 2010, para 75% em 2016. E os pretendentes que aceitam crianças negras subiu de 30% para 46,7% no mesmo período.

“Os cursos de preparação para adoção realizados pelas equipes multidisciplinares das varas ou dos municípios conseguem mostrar aos pretendentes a realidade das crianças que estão aptas a serem adotadas, fazendo com que abdiquem de idealizações pré-concebidas, notadamente as crianças brancas e com menos de 3 anos”, diz a ministra Nancy Andrighi, corregedora nacional de Justiça do CNJ, em entrevista ao site da entidade.

Do total de crianças aptas a serem adotadas no Brasil, 6% têm menos de 1 ano – preferência entre os adotantes -, enquanto 87,42% têm mais de 5 anos. Quanto à raça, 17% são negros, 48,8% pardos, 33,4% brancos, 0,3% pertencem à raça amarela e outros 0,3% são indígenas.
A não exigência por crianças brancas pode ajudar consideravelmente no prazo para que a adoção se efetive, mas, mesmo assim, em função de todos os cuidados que a Justiça toma em nome da segurança do pequeno, a morosidade ainda é grande.

A demora em conseguir a adoção definitiva foi uma das questões vividas pelos jornalistas Luciana Neves e Rivelino Moreira, pais adotivos de Marcelo, hoje com 3 anos. Eles deram entrada no processo de adoção em julho de 2011 com o preenchimento do cadastro. Entre cursos obrigatórios, entrevistas com psicólogos e assistentes sociais, eles foram incluídos no sistema em março de 2012.
A ansiedade era uma constante. Marcelinho chegou em janeiro de 2013, com poucos dias de vida. “Ele é uma grande bênção na nossa vida. Esperamos por ele por dez meses, quase uma gestação. Lembro que fiquei com isso na cabeça”, conta Luciana.

Para a alegria do casal e da criança, a adoção definitiva foi concedida em março de 2015. “Por mais que a gente saiba que não vai acontecer, sempre vemos notícias na televisão, ouvimos histórias de juízes que mandaram devolver as crianças. Isso mexe com a gente”, diz Luciana, que no mês de julho lança o livro “O menino que morava na nuvem”, sobre a relação dela com Marcelinho e como contou a ele sobre a adoção.

“Ele teve uma reação muito bonita. Eu ia contando para ele em forma de historinha antes de dormir desde cedo e, um belo dia, quando ele já estava com 3 anos, ele parou e falou: sou eu mamãe, sou eu, e me deu um grande abraço”, relata emocionada.

“Espero que o livro possa ajudar outros pais nesse processo. A gente fica muito inseguro, com medo da reação da criança. Então é uma história, simples, verdadeira e bonita que os pais podem usar de base e criar sua própria versão”, completa.

Sobre o medo que Luciana relatou de, no meio do processo, a criança ter que voltar à família biológica, por determinação da Justiça, a advogada Ana Carolina Brochado, especialista em direito de família, alerta que ele procede.

“O risco de a criança ser devolvida à família biológica é concreto. O que o Estatuto da Criança e do Adolescente diz é que só podem ser adotadas formalmente crianças cujo processo esteja devidamente julgado”.

A questão afetiva e a inserção da criança na nova família são levados em conta. “A premissa é de que a criança deve ficar com a família biológica. Mas a vinculação socioafetiva com a nova família pode fazer com que ela permaneça na nova família”.

A adoção é considerada uma medida excepcional, o objetivo é sempre manter a criança com sua família de origem; após esgotadas as possibilidades, e pensando no bem-estar do menor, ele entra para a lista de adoção.

Fonte: Hoje em Dia
O post Histórias de adoção apareceu primeiro em Educação.


Original disponível em: http://folhademocratica.com.br/educacao/historias-de-adocao/

Reproduzido por: Lucas H.

MÃE DOA LEITE MATERNO APÓS PERDER BEBÊ PARA ALIMENTAR FILHA ADOTADA DE SUA AMIGA (Reprodução)

20 de junho de 2016

Yahoo Vida e Estilo International

Sarah Rieke e Lauren Casper estavam ansiosas para iniciar juntas sua caminhada no mundo da maternidade. Lauren e seu marido estavam finalizando a adoção de sua filha recém-nascida, Arsema, enquanto Sarah estava grávida e se aproximando da 20ª semana de gestação.
Quando Sarah perdeu sua filha, ela ofereceu seu leite materno para alimentar a filha adotada de sua amiga Lauren, chamada Arsema.

Lauren estava torcendo secretamente para que Sarah descobrisse que estava carregando uma menina para que suas filhas pudessem crescer juntas. No entanto, embora o ultrassom tenha revelado que ela esperava uma menina, ele também mostrou que havia complicações que impediriam sua filha, Evie, de viver durante muito tempo fora do útero.

“Eu preparei a casa para a chegada de minha filha e Sarah planejou um funeral,” escreveu Lauren em um post emocionado em seu blog.

A AMIGA DE LAUREN DEU A ELA E À SUA FILHA ADOTADA, ARSEMA, UM PRESENTE INCRÍVEL
Embora a alegria de Lauren tenha coincidido com o profundo luto de sua amiga, a força de Sarah foi tanta que ela foi capaz de oferecer a Lauren e à sua filha adotada um presente incrível – seu leite materno.

“‘Eu estava pensando se você gostaria de ter o meu leite materno após Evie nascer. Imaginei que talvez você pudesse usá-lo para alimentar Arsema’,” Lauren narrou as palavras de Sarah. “Eu me lembro de sentir o peso de uma tristeza profunda e uma enorme gratidão ao mesmo tempo.”
Um mês depois Sarah deu à luz sua menininha, Evie, que viveu durante algumas preciosas horas. Uma semana depois, Sarah levou um cooler cheio de saquinhos contendo seu leite materno para Arsema, algo que ela continuou a fazer por muitas semanas.

“Cada vez que eu enchia a mamadeira de Arsema e sentava na poltrona para alimentá-la eu pensava em Sarah e Evie. Eu rezava pelo coração partido de Sarah e agradecia a Deus pelo presente que ela havia dado a mim e à minha filha de forma tão generosa,” escreveu Lauren em seu blog.
Em um momento de luto extremo, Sarah tomou uma decisão incrivelmente altruísta, mas se você perguntar, ela dirá que não fez nada de especial.

“Dar meu leite a Arsema após a morte de Evie foi uma bênção para mim,” escreveu ela em um post em seu próprio blog. “Foi bom poder sentar, ficar parada e usar esse tempo para pensar e refletir sobre a vida de Evie e rezar pelo futuro de Arsema. Também foi bom para o meu corpo após o parto – amamentar ajuda o útero a voltar ao seu tamanho normal. Honestamente, eu estava simplesmente feliz pela oportunidade porque sentia que deixar que meu leite secasse causaria ainda mais dor ao meu coração

Original disponível em: https://br.vida-estilo.yahoo.com/m%C3%A3e-doa-leite-materno-ap%C3%B3s-perder-beb%C3%AA-para-083514517.html

Reproduzido por: Lucas H.

ÍNDICE DE ADOÇÕES É BAIXO EM CARAZINHO (Reprodução)

Carazinho, 20/06/2016
Apesar de existir vários casais habilitados e crianças disponíveis, muitas permanecem na fila de espera por uma família, por não ter o perfil preferido da maioria. Apenas quatro sentenças de adoção se concretizaram no ano passado e duas esse ano

Atualmente há 52 casais habilitados na Comarca de Carazinho, aguardando na fila de espera a oportunidade de adotar uma criança. O juiz de direito Bruno Massing de Oliveira, responsável pelo Juizado Infância e Juventude, considera expressivo o número de pessoas interessadas na adoção.

Segundo ele, apesar do número considerável de interessados, o volume não se reflete no índice de adoções, principalmente pelo fato de a maioria ter a preferência por crianças com menos de dois anos de idade, claras e que nãos sejam portadoras de alguma necessidade especial. “A preferência dos casais habilitados é essa, principalmente nessa faixa etária de crianças. Essa situação vai ser abordada no próximo curso de adoção. É importante que os casais habilitados não fechem tanto as exigências para adotar. Eu mesmo já trabalhei em casos em que há crianças lindas, muito afetivas, que estão fora deste contexto, desses requisitos, mas que, quando adotadas, vivem muito felizes”, revela.

Outra situação, conforme o magistrado, é que muitas vezes a adoção só é possibilitada por diversos motivos, após os dois anos de idade. “Às vezes a família de origem contesta e o processo acaba demorando mais tempo do que deveria ou a situação para que a criança seja adotada só acontece após os dois anos. Então, eu recomendaria que os casais não fechassem tanto essa questão para esse perfil”, observa. “Há casos em que eu trabalhei e que deram muito certo, em que tanto a criança adotada quanto a família que a adotou estão muito bem hoje e que não fazem parte desse perfil preferido dos casais que estão habilitados”, argumenta.

Em relação ao tempo na fila de espera o juiz de direito explica que não há um prazo determinado, pois cada caso tem sua particularidade. Segundo ele, o casal que pretende adotar uma criança ou adolescente, deve se habilitar no Juizado da Infância e Juventude de Carazinho, quando então passará por uma série de requisitos para concretizar a adoção. Entre elas, avaliação psicológica, estudo social da residência, e condição financeira para saber se tem condições de dar uma boa educação para a criança a ser adota. “Vai ser avaliada a conduta do casal, depois é ouvido Ministério Público, o casal também passa por um curso junto ao Juizado da Infância e Juventude, com a Assistência Social Judiciária, com o juiz e a promotora da área. Caso o parecer psicossocial demonstre que o casal está apto para adotar, então é deferida a habilitação para a adoção”, esclarece.

POUCAS ADOÇÕES

Mesmo existindo casais habilitados e também crianças e adolescentes na fila de espera por um família, no ano passado apenas quatro sentenças de adoção foram concretizadas na Comarca e esse ano, duas até o momento. “Eu gostaria que o índice de adoções fosse maior, porque há muitos casais interessados e por outro lado também há muitas crianças e adolescentes precisando. Ocorre, que muitas vezes não fecha o perfil idealizado pelo casal e a criança ou adolescente que está disponível para adoção. Eu gostaria que outras crianças e adolescentes que estão aptos, mas que não estão no perfil, também sejam adotados”, enfatiza Bruno Massing de Oliveira.
O titular do Juizado da Infância e Juventude destaca ainda, que no Abrigo Professora Odila, por exemplo, há crianças disponíveis para adoção no momento, mas que, infelizmente não se encaixam no perfil desejado dos pretendentes. Há casos em que foi tentada até adoção internacional, mas sem êxito.

QUESTÃO CULTURAL

O juiz de direito enfatiza que os casais que pretendem adotar, muitos estão com a vida mais estabilizada, têm certa experiência, vivência, às vezes já têm filhos biológicos, mas querem viver a experiência de uma adoção. “Antes de sair a sentença definitiva de adoção é feito um estágio de convivência entre o casal que vai adotar e a criança ou adolescente que vai ser adotado. Depois de avaliada essa relação, se os dois lados estão adaptados, se estiver tudo certo é deferida a sentença de adoção. Após o término desse período não há mais esse acompanhamento pelo Poder Judiciário”, ressalta.

Bruno Massing enfatiza que sempre que há possibilidade de uma criança ser adotada na Comarca, imediatamente são procurados os casais habilitados. “Não queremos dar esse prazo, esse tempo para uma criança ficar institucionalizada, sem ter uma família. Quando surge uma possibilidade de adoção nós já contatamos os casais. A minha insatisfação é no sentido de que, no meu ideal eu gostaria que mais crianças e adolescentes fossem adotados, até porque há famílias querendo adotar. Infelizmente, às vezes o perfil não se encaixa e o índice de adoções acaba não sendo o ideal”, lamenta.

O magistrado destaca ainda, que a escolha do perfil é uma questão cultural. “Os casais normalmente querem crianças menores de dois anos, porque ainda é pequena, está recém formando sua consciência, seu grau de cidadania. Procuram perfil assim porque pretendem dar o seu enfoque, a sua educação, por entender que quanto mais jovem, mais fácil será esse processo de assimilação. Volto a repetir que há casos em que trabalhei, onde houve adoção um pouco mais tardia, e as famílias até hoje me procuram para demonstrar o quanto elas estão bem. Recomendo aos casais que abram um pouco esse leque, porque há situações bem interessantes envolvendo crianças e adolescentes extremamente afetuosos e o afeto não é dado apenas por crianças abaixo dos dois anos de idade”, indica.

Original disponível em: http://www.diariodamanha.com/plantao/ver/20737/%C3%8Dndice+de+ado%C3%A7%C3%B5es+%C3%A9+baixo+em+Carazinho

Reproduzido por: Lucas H.

POLÍCIA PRENDE CASAL ACUSADO DE ADOTAR CRIANÇA DE FORMA ILEGAL (Reprodução)

20 Junho 2016
O caso foi denunciado pelo Ministério público e investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente Mulher e Idoso (DPCAMI) da 10ª Regional de Caçador
Thiago Abiezer Pave e Rafaela Pereira Venâncio Pave são acusados de adotar de forma ilegal uma criança recém-nascida em Caçador e aplicar golpe financeiro em uma empresa...
A Polícia Civil de Caçador prendeu nesta quinta-feira, 17, na cidade de Curitiba (PR) o casal Thiago Abiezer Pave e Rafaela Pereira Venâncio Pave, acusados de adotar de forma ilegal uma criança recém-nascida em Caçador. O caso foi denunciado pelo Ministério público e investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente Mulher e Idoso (DPCAMI) da 10ª Regional de Caçador.
De acordo com o Delegado Eduardo Mattos, a suspeita era de que o casal tivesse realizado uma Adoção Direta, também conhecida como Adoção à Brasileira, fato por eles negado em inquirição feita quando ainda estavam no município há cerca de sete meses.
Não convencida com os depoimentos do casal e da verdadeira mãe, a polícia permaneceu investigando e conseguiu comprovar que a mãe teria efetuado a entrega do recém nascido no mesmo dia que teve alta hospitalar após o parto.
Diante das evidências, a juíza da Vara de Infância determinou que a criança fosse recolhida ao abrigo do estado e que o casal fosse preso, no entanto, eles haviam se mudado para Joinville e, posteriormente, para outro rumo ignorado não sendo possível sua localização.
Segundo o delegado, durante as investigações, a polícia descobriu que quando ainda estavam em Caçador, Rafaela teria aplicado um golpe financeiro na empresa onde trabalhava no valor aproximado de R$ 60 mil e que marido teria a auxiliado.
Depois de descobrir o paradeiro dos acusados e com os mandados em mãos, policiais de Caçador se deslocaram até a capital paranaense onde com o auxílio de policiais de lá, efetuaram a prisão do casal.
Ainda de acordo com informações do delegado, Thiago deve ser indiciado pelos art. 242 e 155 do Código Penal que prevê pena de 2 a 6 anos de reclusão e Rafaela pelos art. 155 e 172 que prevê pena de 2 a 4 anos.
Já a mãe vai responder pelo art. 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê pena de 1 a 4 anos e multa.


Original disponível em: http://www.jornalextrasc.com.br/online/seguran%C3%A7a/pol%C3%ADcia-prende-casal-acusado-de-adotar-crian%C3%A7a-de-forma-ilegal-1.1918659

Reproduzido por: Lucas H.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Leitura como instrumento para mudar destinos (Reprodução)

19/06/2016 16:38


Uma vez por semana, durante uma hora, a única obrigação de dezenas de crianças atendidas no Centro Social Dom João Costa, no Alto José do Pinho, no Recife, é contar e ouvir histórias. Pode ser qualquer uma. Real ou imaginária. Lida ou improvisada. De uma forma ou de outra, todas trazem um significado, uma mensagem no final. Ajudam a compreender melhor o entorno, nem sempre fácil. Empoderam os ouvintes porque fazem acreditar em múltiplas possibilidades. Presentes e futuras.

Pouco a pouco as histórias acalmam. Deixam crianças boquiabertas, com olhares de expectativa para o final. Transformam. Foi assim com uma criança recém-chegada afeita a agressões contra os colegas. Depois de tanto ouvir sobre boa convivência, tem mudado a forma de agir. Essa é a ideia. Se o assunto recorrente entre as crianças é a mentira,  conta-se histórias sobre o tema. Quando o desrespeito precisa de debate aprofundado, uma história pode mostrar os caminhos.

O Centro Social funciona como espaço de contraturno. Oferece música, dança e contação de histórias, essa última promovida pela Empreendeler. O projeto foi criado em outubro de 2014 e o piloto foi aplicado no Alto José do Pinho. Hoje funciona também no Lar de Maria, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes; na comunidade Caranguejo Tabaiares, na Ilha do Retiro; e no Centro Social Santa Luzia, na Torre, os dois últimos no Recife.

Na biblioteca de paredes recheadas de livros do Centro Social, as voluntárias do projeto, são duas, usam objetos coloridos e gesticulação para interpretar e apreender melhor os ouvintes. Antes de partirem para a prática, passam por um curso de três meses onde enterram preconceitos. Refazem a forma de encarar o outro. Conhecem o lugar onde vão trabalhar. Assim, seguem para as comunidades mais preparadas. Os voluntários precisam se comprometer a permanecer por um ano no projeto.

“A ideia é mostrar para as crianças que elas podem sonhar grande. Podem ser o que quiserem”, ressalta Danielle Bezerra, 36, voluntária. O que não pode naquele espaço de crescimento pessoal é remar contra a maré. “Se vamos a um espaço de crianças para adoção, por exemplo, não conto histórias de família, do tipo pai, mãe, filho”, reflete. Júlia Soares, 30, outra voluntária, também toma as mesmas precauções. “Eles adoram histórias de terror, mas evito contar algo que tenha tortura”, completa.

Na sala onde Danielle e Júlia atuam, são cerca de 17 meninos e meninas. Abraão Victor, 10, improvisa uma história. Fala sobre os efeitos de uma competição violenta nos esportes. Wyllyanny Kamili, 10, diz que se imagina no lugar dos personagens das histórias, pensa que tais destinos podem ser plenamente aplicados na própria vida. Na biblioteca, as crianças podem ser mesmo o que quiserem. Só não vale desrespeitar. O importante é ter olhos atentos para ler e ouvidos para ouvir. Para ingressar no Empreendeler, o primeiro passo é procurar o site www.euqueromudaromundo.org ou a página do projeto no Facebook.

O Empreendeler é um dos 50 projetos aprovados para serem incubados na primeira turma a ser formada no Porto Social. Por um ano, os participantes das iniciativas terão acesso a computadores, internet, salas de reuniões e eventos. Também receberão mentoria nas áreas de gestão, planejamento, elaboração de projetos e comunicação. Ao todo são 150 agentes de transformação em nove áreas de inclusão: idosos, dança, cidades inteligentes, esportes, educação, igualdade de gêneros, saúde e meio ambiente. Leia mais iniciativas nas próximas edições do domingo no Diario.

Original disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/06/19/interna_vidaurbana,651180/leitura-como-instrumento-para-mudar-destinos.shtml

Reproduzido por: Lucas H.

Adoção, prova de amor incondicional (Reprodução)

19 de junho de 2016

Se a adoção é um ato de amor, este sentimento foi multiplicado por três na vida da família Lamberti. Em abril de 1994, com o filho caçula já adolescente e a mais velha na universidade, o casal Olimpia Amaral Lamberti e Ciro Lamberti, moradores do Mogi Moderno, em Mogi das Cruzes, decidiram salvar a vida de três irmãos recém-nascidos em Guararema. Os pais biológicos dos trigêmeos e de mais quatro filhos não tinham condições de cuidar dos bebês, que corriam risco de morte devido ao frágil estado de saúde agravado pela desnutrição. Esta é uma das histórias que O Diário publica hoje sobre a relação de amor construída dia a dia por quem oferece ou recebe um novo lar. Atualmente, o cadastro da Vara da Infância e Juventude do Fórum de Mogi tem 57 casais e 22 crianças e adolescentes nesta expectativa.

“Eles estavam com 2 meses de idade e se não fossem adotados naquele momento, iriam para o Juizado e poderiam ser separados. Para que isso não acontecesse, decidimos adotar os três”, conta Olimpia, hoje aposentada e com 65 anos, que teve o apoio do marido, Ciro, atualmente com 71 e também aposentado, além de toda a família.

Assim, Gilmar, Gislaine e Gisele, hoje com 22 anos, foram acolhidos como irmãos dos filhos biológicos do casal, a relações públicas Monica e o industriário Ciro, hoje com 41 e 33 anos, respectivamente. “Foi um período bem intenso e movimentado. De uma hora para outra, três crianças precisando de auxílio, carinho e cuidados. Mobilizou a família inteira, amigos e muitas pessoas que nem conhecíamos. Recebemos doações de roupas, utensílios de higiene de parentes, amigos, pessoas da vizinhança, mães de leite, instituições religiosas, acompanhamento de médicos da Cidade, doações de leite e fraldas de empresas e supermercados”, lembra Olimpia.

A rotina foi afetada em todos os sentidos, já que os bebês precisam de atenção 24 horas por dia e, com a desnutrição, era necessário amamentá-los de meia em meia hora. “Isso fazia com que as noites fossem bem mais longas e todas as atividades que envolvem um recém-nascido, como troca de fraldas, banhos, hora de dormir, tudo era multiplicado por três. Muitas vezes, quando achávamos que os três estavam dormindo, um chorava e acordava os outros dois. A estrutura física da casa também não estava preparada para a vinda de três crianças, então por um tempo, as coisas foram compartilhadas, como berço e armários, até termos condições de adquirir três carrinhos, três berços”, explica a mãe.

Mas hoje, duas décadas depois, a realidade é outra. Gilmar formou-se em técnico em Informática, Gislaine é técnica em Enfermagem e Gisele está estudando. “A adoção é um ato de amor incondicional, que surge de repente e faz com que aquele ser humano se torne parte das nossas vidas. As alegrias e sofrimentos são compartilhados com a mesma intensidade de alguém que tenha nascido no mesmo seio familiar, e com o tempo, a palavra adoção nem faz mais parte de nosso vocabulário. Somos membros de uma família, nos apegamos, nos completamos e vivemos nossa trajetória familiar independentemente de como se iniciou essa história de amor”, conclui Monica.

“Foi uma decisão feliz, faríamos tudo de novo com muito amor. Hoje, além de irmãos, eles são amigos e companheiros, e trazem alegria e amor à família. Houve o fortalecimento do núcleo familiar que existia, antes da vinda deles, que agregaram valores ao convívio que já prezava a harmonia e o bem comum e, mais do que nunca, a união, respeito e amor foram condições extremamente valorizadas na família”, avalia Monica.

Maria Vitória, o sonho de dois mogianos

Após três anos de espera, a bióloga e coaching vocacional Silvana Valverde Stiliano Zugaib, 52, e o publicitário e palestrante Carlos Eduardo Ribeiro Zugaib, 43, receberam a notícia de que seriam pais, em três dias montaram o enxoval e o quarto da recém-nascida, fizeram as lembrancinhas para entregar às visitas e trouxeram a recém-nascida para casa. A mogiana Maria Vitória Stiliano Zugaib nasceu em 8 de dezembro de 2014 e foi adotada pelo casal no dia 30 de janeiro de 2015.

“Apesar de ficarmos três anos esperando, ela chegou de supetão. O Fórum entrou em contato conosco em 27 de janeiro e estávamos em Taubaté, atendendo um cliente. Na hora, perdi o chão e me perguntei: ‘E agora? O que eu faço?’ Liguei para minha mãe e para minha sogra, que providenciou o primeiro enxoval, o Eduardo comprou o carrinho e, em três dias montamos o quarto, com berço, banheira, guarda-roupa, mamadeira e tudo mais. No dia 30 fomos ao Fórum de manhã e, quando a conhecemos, ficamos sem reação. Como diz o Eduardo, é como esvaziar totalmente uma piscina e os sentimentos começam a brotar do novo. É o amor que vai se construindo todos os dias”, explica Silvana.

Casados há 19 anos, eles decidiram primeiramente se dedicar à carreira profissional, conquistar a casa própria e viajar. Quando planejaram ter filhos, Silvana fez tratamentos, não conseguiu engravidar e, há três anos, entraram na fila da adoção na Cidade. “Fomos tocando a vida nós dois, mas com o tempo, sentimos que estava faltando algo. Ele já falava da adoção há 8 anos, mas isso não era algo fácil para mim até o dia em que, na sala de TV, comecei a sentir uma angústia, um vazio, e fiquei me questionando. Chamei o Eduardo e disse que era o momento de falarmos sobre adoção. Fomos ao Fórum, levamos a documentação, fizemos entrevistas juntos e sozinhos com a equipe de assistência social, apresentamos fotos da nossa casa, assistimos a vídeo e palestra e o processo foi para o juiz. Entramos na fila em 2012 e ela chegou em janeiro de 2015”, lembra Silvana.

Como desde 2014, Silvana divide com o marido o comando da empresa de treinamento e desenvolvimento Z Trainning, precisou reduzir o ritmo de trabalho para dar prioridade à Maria Vitória, hoje com 1 ano e meio. “No início, quando ela dormia, levava a babá eletrônica ao escritório e trabalhava. Quando ela acordava, cuidava dela. Já fomos acompanhá-lo em algumas viagens, mas enquanto ele faz as palestras, aproveitamos o passeio. Ela veio em uma fase de preenchimento, para nos acalentar o coração, após a perda do meu sogro, e envolveu toda a família e os amigos”, conta Silvana.

Cadastro de Mogi possui 22 crianças e 57 casais

Na Cidade, 22 crianças e adolescentes, sendo grupos de irmãos com idades variadas e situação legal definida, esperam por adoção na Cidade. Enquanto isso, 57 casais habilitados na Comarca local aguardam a participação em curso e avaliação psicológica e social. As informações são do juiz Gioia Perini, da Vara da Infância e Juventude do Fórum de Mogi das Cruzes.

Segundo ele, há ainda outros menores de 18 anos acolhidos, mas não disponíveis para adoção porque aguardam reinserção na família de origem (pai e/ou mãe) ou extensa (tios, primos, avós, irmãos) ou ainda a conclusão do processo de destituição do poder familiar. “Neste último caso, os pais perdem o direito de serem pais, através de decisão judicial, deixando os caminhos dos filhos acolhidos livres para futuro acionamento do cadastro de adoção pela ordem cronológica, onde há casais com idades variáveis, sendo frequente os mais maduros, de diversos níveis sócio-econômicos, etnias e escolaridade. São casais heterossexuais, homoafetivos em razão de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), famílias recompostas e solteiros”, detalha do juiz.

No momento, Mogi tem um casal homoafetivo à espera de adoção. “Os inscritos são contatados pela ordem cronológica de habilitação ao cadastro. Os casais homoafetivos são mais flexíveis em relação a restrições, como pouca idade ou etnia da criança, afirmando interesse também por adoções tardias e sem restrição à origem étnica da criança ou adolescente”, enfatiza, lembrando que o tempo de espera é definido pelo perfil da criança pretendida, sendo que os interessados naquelas mais velhas, com problemas de saúde ou grupo de irmãos aguardam menos tempo para adotar.

No entanto, Perini avalia que a preferência por crianças de até 3 anos de idade, de pele clara e sadios não é questão de egoísmo, mas sim um paradigma a ser quebrado e uma questão cultural que apenas poderá ser modificada por meio de campanhas sobre o tema. “Já estamos avançando nisso, apesar da velha discussão sobre eugenia e racismo ainda não ter saído de pauta na sociedade. Não é possível que deixemos apenas aos europeus essa possibilidade, na modalidade de adoção internacional, por exemplo em casos de adoções tardias (crianças com mais idade ou adolescentes) ou mesmo grupo de irmãos. Já tivemos alguns casos de adoção de criança nascida com deficiência ou mesmo com doenças que poderiam deixar sequelas, mas que não tiveram mais problema algum”, aponta, acrescentando que esta preferência reflete na fila de adotantes que acabam esperando uma criança por mais tempo e também estende o tempo de estadia de crianças e adolescentes nas instituições de acolhimento – Lar Batista de Crianças, Instituto Social O Caminho da Vida (Obede Edom), Casa da Criança Municipal, Associação Beneficente de Renovação e Assistência à Criança (Abrac), Instituição de Acolhimento para Crianças e Adolescentes (Renovação) e Associação São Lourenço -, onde ficam sem expectativa de família substituta para serem inseridas. Associação São Lourenço

No caso de adoções informais, o juiz alerta que quando a Justiça toma conhecimento destes casos, na maioria das vezes a medida a ser tomada é drástica e dolorosa, com a busca e apreensão da criança e preparação para inserção em família substituta, mas daquelas que aguardam na fila do cadastro de adoção da Comarca. “Para evitar sofrimentos indesejados, a melhor solução é que a pessoa ou casal interessado em adotar procure a Vara da Infância e Juventude para que possa tomar conhecimento dos requisitos legais e documentos necessários a fim de adotar dentro da lei”, orienta.

Por fim, Perini lembra que a adoção tem por pressuposto o afeto, que deve ser recíproco entre adotante e adotando. “Na prática, este é que deve ´adotar´ aquele, o que passa pelo estágio de convivência, surgindo a vinculação afetiva. Adotar alguém vai além do ato de amor, exige o preparo para mudança de vida, alimentação, cuidado e proteção de uma pessoa ainda em formação. Estamos vivendo a judicialização do afeto. Adoção, afeto e felicidade é a ordem constitucional. E não podemos esquecer que o afeto não tem idade”, conclui. (Carla Olivo)


Reproduzido por: Lucas H.


Grupo de apoio auxilia pais adotivos e interessados em adoção em Araxá (Reprodução)

18/06/2016 19h02

Um grupo de voluntários em Araxá auxilia interessados em adotar crianças e adolescentes, além de famílias que já receberam novos integrantes. O grupo de apoio à adoção "Aquecendo Vidas" atua desde 2014 e já atendeu mais de 75 pessoas.

A coordenadora do projeto e terapeuta familiar Luciana Namias Vicente explicou que o trabalho busca garantir o direito da criança e do adolescente de conviver em família e em comunidade por meio de adoções legais, seguras e para sempre.

“Nosso grupo faz parte de um movimento nacional de apoio à adoção. O nosso objetivo é garantir o direito dessas crianças e adolescentes e promover a legitimidade da família adotiva. O grupo nasceu da iniciativa de pais adotivos e os trabalhos são feitos por meio da troca de experiências”, explicou.

Luciana é mãe adotiva há seis anos e, de acordo com ela, muitas dúvidas surgem quando uma pessoa decide adotar, e elas continuam depois que a adoção acontece. “Quando adotei, não tinha o grupo, e sempre tem uma série de questões que surgem e que podem gerar dúvida e insegurança. O papel do grupo é justamente dar esse apoio para as pessoas realmente entenderem o que é a adoção, como lidar e diversas outras questões”, comentou.

As reuniões são realizadas sempre nas últimas terças-feiras de cada mês, às 19h, no Auditório da Associação Comercial e Industrial de Araxá (Acia), que fica na Avenida Getúlio Vargas, 365, no Centro.

“Atualmente estamos com cerca de 50 pessoas nas reuniões, entre pais que querem adotar, famílias que já adotaram e muitos que estão na fila de adoção. Contamos com o apoio de profissionais, todos voluntários”, explicou.

Apoio do Ministério Público

Para a promotora da Vara da Infância e Juventude, Mara Lucia Silva Dourado, o grupo atua sobre dois pontos que definem o sucesso de uma adoção.

“Na visão do Ministério Público, o grupo é extremamente importante, pois hoje a lei exige que uma pessoa interessada em adotar passe por um curso preparatório. Então esse grupo vem preparando essas pessoas, cumprindo um dispositivo legal. Outro ponto é que, à medida que as pessoas participam das reuniões, elas se fortalecem, tomam conhecimento sobre o que é a adoção, as consequências, e adquirem a consciência de que mais do que realizar o desejo de ser pai ou mãe, a adoção é a forma de modificar uma vida”, analisou.

Ainda de acordo com a promotora, o grupo ajuda a sanar problemas enfrentados na área de adoção. “Nós temos a sobrecarga de serviço na Justiça, o que às vezes impede que os processos corram com a celeridade devida, e isso causa uma certa angústia nas pessoas que pode ser discutida e minimizada durante as reuniões. Além disso, a ausência desse preparo faz com que a adoção não tenha sucesso, que surjam conflitos da própria criança ou adolescentes e dos adotantes”, ressaltou.

Situação das adoções em Araxá

De acordo com a promotora, não há um balanço de quantas crianças e adolescentes estão na fila de adoção na cidade, devido ao processo exigido por lei de integração à família biológica.

“Atualmente temos cerca de 30 crianças e adolescente acolhidas em nossos abrigos, porém o fato de elas estarem acolhidas não significa que elas possam ser adotadas. Isso é porque temos um trabalho intenso de tentativa de retorno delas para a família biológica. Então, só depois de esgotadas essas tentativas, podemos tirá-las definitivamente da família biológica e colocá-las para adoção”, explicou.
A Promotora ainda informou que, em Araxá, há cerca de 15 pessoas interessadas, cadastradas e devidamente habilitadas na fila de adoção.

Original disponível em: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2016/06/grupo-de-apoio-auxilia-pais-adotivos-e-interessados-em-adocao-em-araxa.html

Reproduzido por: Lucas H.