segunda-feira, 23 de outubro de 2017

VI Encontro Estadual dos Grupos de Apoio à Adoção em Araxá (Reprodução)

Parabenizamos o GAA Aquecendo Vidas pela excelência do evento e o carinho depositado em cada detalhe. O evento tratou da garantia de direitos da criança e do adolescente com especial ênfase ao direto à Convivência Familiar e Comunitária e à promoção da adoção legal, segura e para sempre.

O encontro buscou apresentar e debater conceitos que contribuem para o sucesso da reintegração familiar, da adoção legal e de projetos que promovem convivência familiar e comunitária saudável para crianças e adolescentes em condições de acolhimento institucional.

Estiveram reunidos importantes nomes com experiência reconhecida sobre o tema, entre eles: Sávio Bittencourt, Bárbara Toledo, Luiz Schettini, Suzana Schettini, Sara Vargas, Élio Brás Mendes, Fernando Moreira Freitas da Silva, Halia Pauliv, André Tuma, Silvana do Monte Moreirta, Alexya Lucas Evangelista, Angélica Gomes da Silva, entre outros.

Contou com a presença de profissionais e estudantes de diversas áreas e atuações: judiciário, serviço social, psicologia, educação, conselho tutelar, profissionais de instituições de acolhimento, grupos de apoio à adoção, pais e filhos por adoção, comunidade em geral.


Reproduzido por: Lucas H.

Tiririca vai deixar a Câmara como entrou: uma atração para fãs e curiosos (Reprodução)

22/10/2017

Dois mandatos depois, com votações que superaram 2,3 milhões de votos, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, está deixando a vida pública. Com certa melancolia e se despedindo da Câmara como entrou: como uma atração da Casa. Ele já anunciou que cumpre seu último mandato e irá abandonar a política, universo no qual entrou acreditando que "pior que tá não fica". Não tentará um terceiro e garantido mandato.

Um dos mais assíduos no plenário, Tiririca, porém, está literalmente à margem do que acontece ali. O deputado, já há algum tempo, parece ter sublimado do mandato. Ao lado de uma assessora de imprensa que segue seus passos e vigia quem se aproxima para falar com ele, Tiririca nem sequer senta nas poltronas destinadas aos deputados. Ele fica num assento lateral do plenário, onde se acomodam assessores e curiosos. As pessoas até se espantam quando dão de frente com ele ali.
Tiririca parece cansado, fatigado e arrependido de estar ali. Presente, mas ausente. Durante duas semanas a Gazeta do Povo acompanhou seu comportamento, atuação e abordagem dos fãs, porque não dizer. Prefeitos do interior do país que compareceram a um encontro em Brasília foram levados pelos deputados de suas regiões para visitar a Câmara (veja vídeo abaixo). Quando avistavam Tiririca, era uma festa: fotos, selfies, vídeos e piadas. Muitas piadas. Picantes quase todas.

Tiririca se assumiu piadista na Câmara. Durante as sessões, lá do seu canto, solta suas blagues. E todo mundo ri.
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Num raro momento que deixou seu refúgio no plenário, há duas semanas, durante a votação da reforma eleitoral, Tiririca foi para o meio do plenário. Mas não foi discursar. Foi fazer uma esquete de piada. Havia acabado de ocorrer um ruidoso bate-boca entre os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Carlos Marun (PMDB-MS) sobre o tema. Tiririca encenou que estava fingindo uma discussão com um outro colega e, com dedo em riste, gritava com o interlocutor. E chamava a atenção. Quando percebiam quem era, a gargalhada era geral.
Nos dois mandatos, segundo os registros da Câmara, Tiririca usou a palavra no plenário apenas três vezes. Num deles para anunciar seu voto a favor do impeachment de Dilma: "senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim!". E seguem os gritos de quem estava a seu lado: "Tiririca! Tiririca! Tiririca!".
Em outro, votou a favor de o STF investigar Temer, na primeira denúncia do Ministério Público Federal: "senhor presidente, eu vim do povo e estou com o povo contra a corrupção. O meu voto é não". Sua terceira fala foi orientar o partido a votar a favor de uma alteração na lei para facilitar a adoção de crianças.

É um artista!


Sempre solícito e atencioso, Tiririca parece não se cansar das abordagens e pedidos de fotos e autógrafos. É um artista. Mas ser político não lhe encheu os olhos. A política não vai lhe fazer falta. Para a turma de seu partido, que ele ajuda a eleger com suas votações estrondosas, sim. Vão chorar a ausência do palhaço.

Procurado para falar com a Gazeta do Povo, a assessoria de imprensa de Tiririca informou que ele não está concedendo entrevistas neste momento.


Original disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/tiririca-vai-deixar-a-camara-como-entrou-uma-atracao-para-fas-e-curiosos-9tpiq0g3wlyi35nls75j6d9ab

Reproduzido por: Lucas H.

De 484 processos, 204 foram ADOÇÕES INTERNACIONAIS, diz ex-deputado (Reprodução)


Renato Simões era deputado estadual pelo PT quando as denúncias contra a Justiça de Jundiaí ganharam repercussão nacional. Ele levou os casos à CPI do Judiciário que o Senado realizava na ocasião. Ele lembra que de 484 processos analisados, 204 tiveram como resultado 204 adoções internacionais. Em Guarulhos, naquela mesma época ocorreram 1.252 casos de crianças apreendidas pela Justiça. Apenas cinco foram para o exterior. Hoje, a primeira parte da entrevista com o ex-deputado.

Na época o senhor era deputado estadual. Hoje ocupa algum cargo político?

Depois dos fatos, fui deputado federal. Também fui secretário nacional de Participação Social, no governo Dilma. Hoje sou membro do diretório nacional do PT.

O senhor presidiu a CPI do Judiciário e criou a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo. Na época, como avaliava este caso?

Criei e presidi a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Nesta condição, levei os casos de Jundiaí à CPI do Judiciário, à época funcionando no Senado Federal. A repercussão nacional se deu pelo grande número de adoções e pela rapidez industrial com que o processo de adoção era aberto e concluído, atropelando prazos e o espírito do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.

O senhor se lembra de números? Acredita que houve um exagero de adoções? Mais: houve um exagero em relação às adoções por estrangeiros?

De um total de 484 processos de adoção que analisamos em Jundiaí, 204 eram internacionais. Para efeito de comparação, em Guarulhos, de um total de 1.252 casos, apenas cinco crianças foram entregues em adoção a famílias do exterior. Esse é sempre o último caso, fracassadas as tentativas de mantê-las na família original ou expandida, e depois em famílias nacionais, que se submetem a um longo e necessário processo. No caso de Jundiaí, os prazos eram sumários, crianças eram retiradas por “comissários de menores” de suas mães ainda no leito do parto e o arbítrio era a regra.

A comissão chegou a ouvir as mães que tiveram os filhos retirados? Quantas? Como foram estes depoimentos?

Sim, ouvimos as mães em Jundiaí, na Assembleia Legislativa em audiências. Muitas deram depoimentos à imprensa local e nacional, a órgãos nacionais e internacionais de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Eram depoimentos sempre tocantes e chocantes, pois a desinformação de todas facilitou o processo irregular de adoção na maioria dos casos. Poucos foram os casos em que houve a possibilidade legal de reversão, e tentamos proteger ao máximo a identidade das famílias e principalmente das crianças, como manda o ECA.

Qual a impressão que os deputados tiveram?

Na minha avaliação, o juiz Beethoven e a promotoria da infância se articularam internacionalmente na sua cruzada por adoções para famílias estrangeiras. Não questiono a intenção, mas ficou claro para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia e para a CPI do Judiciário que os procedimentos eram irregulares e abusivos. A existência, mesmo depois do ECA, de “comissários de menores” agindo até armados nos bairros e hospitais, retirando sob argumentos preconceituosos filhos e filhas de famílias pobres de suas mães, e o rapidíssimo processo de entrega às famílias estrangeiras, configuraram no meu entendimento ilegalidade e ilegitimidade para a ação da Vara da Infância e da Juventude de Jundiaí neste período.

Ouviram o dr. Beethoven e a promotora de menores, dra. Inês Makowisk? O que acharam?
Na Comissão de Direitos Humanos não foram ouvidos. Não tínhamos poderes de CPI para convocá-los. Responderam perante a imprensa e aos órgãos corregedores do próprio judiciário. Para mim, é muito grave o vínculo que estabeleceram com entidades internacionais, em particular na Itália, para a adoção de crianças pobres e retiradas de suas famílias. A propaganda no exterior prometia celeridade e confidencialidade para famílias que eram selecionadas por critérios totalmente estranhos à legislação brasileira. Nunca ficou claro como eram usados os recursos arrecadados dessas famílias e de ONGs internacionais para esse tipo de trabalho em Jundiaí.

A Justiça em Jundiaí sempre afirmou que as crianças retiradas dos pais eram maltratadas. Isto é verdade?

Muitas crianças foram retiradas de suas famílias sem qualquer inquérito ou investigação formal sobre violência. Ainda que maus tratos possam ter sido identificados, isso não significa que o caminho da adoção internacional a  toque de caixa seja o caminho adequado. Pelo menos para a lei brasileira, o ECA, não é. Preconceito e criminalização da pobreza não são justificativas para a perda de pátrio poder e adoção internacional. Houve relatos de mães que foram impedidas de amamentar na maternidade seus filhos recém-nascidos por ordens de assistentes sociais que apoiavam a ação dos “comissários de menores”. A escala industrial que verificamos envolvia, portanto, “comissários de menores”  nos bairros pobres, assistentes sociais nos hospitais, agenciadores internacionais de famílias interessadas e a Vara da Infância de Jundiaí, o elo entre todos esses agentes.

Também ouviram órgãos ligados aos direitos da Criança e Adolescente com sede em Jundiaí?

Sim, houve grande participação da comunidade local, solidária com as mães. A Pastoral do Menor, outros grupos religiosos da Diocese de Jundiaí, movimentos pela criação do cargo de conselheiros tutelares (até então, não havia conselho tutelar na cidade), advogados da cidade e entidades não-governamentais. O caso só chegou ao parlamento pela mobilização dessas mães e da comunidade local.

O que a CPI concluiu?

O relatório da CPI, de autoria do senador Ramez Tebet, já falecido, acatou as denúncias e responsabilizou o juiz e a promotora pelos fatos levados ao seu conhecimento. O Tribunal de Justiça foi considerado omisso, porque vários questionamentos sobre essa prática já haviam sido levados ao seu conhecimento sem providências.

Original disponível em: http://www.jundiagora.com.br/adocoes-internacionais/

Reproduzido por: Lucas H.

Cresce o número de crianças devolvidas após serem adotadas no DF (Reprodução)

21.10.2017

Conseguir um lar nem sempre é o final feliz de uma história marcada pela espera. Há 122 crianças e adolescentes disponíveis para adoção no Distrito Federal. Alguns deles ganharam uma casa nova, alguém para chamar de pai e mãe, mas em seguida viveram um segundo abandono.
De 2013 a 2017, 10 crianças retornaram a abrigos após terem sido adotados no DF. Até o ano passado, a média era de uma adoção desfeita a cada 12 meses. Em 2017, até setembro, já foram 6 casos.

A Vara da Infância do DF tenta entender as razões desse aumento. “Os números são muito recentes, ainda vamos estudá-los. Mas o índice de sucesso das adoções é alto: 99% dão certo. Há muito mais a comemorar”, afirma o psicólogo e chefe da Seção de Colocação em Família Substituta da Vara da Infância do DF, Walter Gomes. Por ano, são realizadas cerca de 100 adoções no DF.


Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, de 2008 a 2015, 130 pequenos viveram essa difícil situação no Brasil. Só em 2016, 1.226 crianças e adolescentes ganharam uma nova família. O número de desistências é baixo diante da quantidade de adoções realizadas no país, mas não deve ser ignorado.


Arte / Metrópoles

“As consequências emocionais geradas por uma nova situação de abandono são as piores possíveis, devastadoras. Quem passa por isso acaba desenvolvendo uma falsa ideia de que é incapaz de despertar amor nas pessoas”, afirma Walter Gomes.

Essas crianças passam a achar que não merecem uma família e, muitas vezes, vão alimentando uma culpa muito densa e cruel"

Walter Gomes

As justificativas das famílias desistentes costumam ser similares: a culpa é depositada sobre os ombros das crianças. Comportamentos comuns na faixa etária, como dificuldade em assimilar regras e limites, fazer birra, falar palavrões ou não gostar de tomar banho, são usados como motivos para o novo abandono.

“A gente percebe, em algumas pessoas, a falta de capacidade de fazer autocrítica. Elas se esquivam de assumir qualquer tipo de responsabilidade pelo insucesso daquela vinculação socioafetiva”, explica Walter.

Na maioria dos casos, os problemas em nada se diferem dos vividos por qualquer família, mas a dificuldade em criar afeto pela criança adotada torna-se uma barreira para aceitá-la no convívio familiar. “O preconceito, muitas vezes, alarga os juízos de valor negativos e o ato de repulsa”, avalia o psicólogo.

Para evitar que a situação ocorra, as famílias que se dispõem a adotar fazem acompanhamento com psicólogo e assistente social na Vara da Infância. Passam por um “fortalecimento emocional”, como define Walter Gomes. Somente no convívio familiar, entretanto, surgem os desafios. As crianças tendem a testar os novos pais para saber se eles realmente “vieram para ficar”.
“Só que algumas famílias não conseguem perceber esses testes e não se distanciam do perfil idealizado da criança perfeita, angelical. Muitos querem um filho que não existe e não querem abrir mão de uma fantasia”, relata Walter Gomes.
“Não havia nada de errado com ela”

Aos 2 anos, Maria foi adotada por uma família. Com 90 dias de convivência, retornou ao abrigo. Diziam que ela era uma criança muito voluntariosa e com dificuldades para dormir. Há 5 meses, com 4 anos, ela ganhou novos pais.
Arte / Metrópoles
“A criança que já passou por uma devolução é estigmatizada. Com o tempo, a gente viu que o problema era com a família anterior, não com ela, que é saudável, alegre e hoje vive muito feliz”, relata o pai, João.

A família de João se prepara para lidar com possíveis traumas que se revelem no futuro, mas é otimista. “Crianças que viveram em abrigos são muito resilientes, têm tanta vontade de ser feliz que passam por cima de tudo isso”, diz o pai.

A psicóloga Samia Salomão, da ONG Aconchego, que apoia famílias e crianças em processo de adoção, afirma que casos de desistência têm ocorrido com mais frequência. “Pode ser porque o número de adoções aumentou também”, pondera. Recentemente, ela acompanhou algumas dessas situações.

“Quando isso acontece, fica muito difícil a criança confiar em outra pessoa no futuro. Há políticas públicas que orientam a preparação de famílias e crianças na adoção, mas elas são falhas, não ensinam a lidar com essa frustração”, afirma Samia.

A bancária Débora Alves, 36 anos, teve de tomar a difícil decisão de desfazer uma adoção. Ela já tinha um filho adotivo e tornou-se mãe de outro menino (6 anos) e de uma garota (4 anos), irmãos. A relação com a menina nasceu naturalmente, mas com ele as coisas não saíram como esperado.

“Não havia nada de errado com ele, mas não conseguimos nos afeiçoar. O amor não nasceu. Fizemos terapia, tentamos de tudo. Não seria justo privá-lo de ser o filho de alguém. A devolução é um problema real que precisa ser discutido para além dos preconceitos”, relata.

Pedro (nome fictício), porém, não voltou ao abrigo. Débora intermediou a adoção dele por outra família. Hoje, ele tem 12 anos e convive com a irmã biológica. A bancária reclama de falta de apoio da Justiça. “Não nos ofereceram psicólogo nem assistente social. Só encontrei julgamentos quando tomei a decisão de desfazer a adoção”, lamenta.

Carrego a certeza de que fiz o que era certo. Jamais me perdoaria se tivesse privado aquela criança de ter uma mãe de verdade"

Débora Alves

A desistência da adoção é possível durante o período de convivência, ou seja, o tempo entre levar a criança para casa e o juiz oficializar a adoção – o que pode levar até 2 anos. Após concluído o processo, a devolução é considerada abandono e o adulto pode ser responsabilizado perante a lei.

Original disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/cresce-o-numero-de-criancas-devolvidas-apos-serem-adotadas-no-df

Reproduzido por: Lucas H.

Bebê abandonado em terreno baldio é entregue ao pai e avó; mãe está presa por abandono de incapaz (Reprodução)

20/10/2017

Está com a avó e o pai o bebê de 4 meses abandonado pela mãe em um terreno baldio no Jardim Santa Clara, em Campinas (SP), nesta sexta-feira (20). A jovem de 21 anos está presa por abandono de incapaz. A família alega que a mulher sofre de problemas psquiátricos.

Transferida para uma cadeia feminina, a mãe do menino passará por audiência de custódia, neste sábado (21), para saber se fica presa ou será liberada.

A faxineira Renilde Nunes da Rocha, mãe da jovem de 21 anos, reconheceu a gravidade do ato da filha, mas explicou que ela apresentava quadro de depressão e não tinha intenção de maltratar o bebê.
"Ela cuida bem da criança. Quando saí de casa, ela estava com ele. Eu sei do problema dela e nunca vou querer que ela fique presa", disse Renilde.
O conselheiro tutelar Aílton Pereira Júnior explicou que a avó e o pai foram chamados até o Conselho Tutelar e que o caso será encaminhado para a Defensoria Pública.

Perplexidade



Alguns moradores do Jardim Santa Clara ficaram chocados com a localização da criança no terreno baldio, onde há presença de ratos e baratas.

"Jogar uma criança no lixo, em um lugar tão degradante como esse, numa carniça dessas [...] a mãe só pode estar doente ou doida", disse a auxiliar de enfermagem aposentada, Ana Antunes da Silva.


O caso



De acordo com a PM, um homem que estava em um ponto de ônibus no Jardim Santa Clara viu quando uma mulher suspeita se aproximou de um matagal, desconfiou da situação e chamou os policiais. Ele passou todas as características da mulher.

O bebê estava no terreno baldio com pouca roupa e chorando muito quando foi encontrado. Ele foi levado para o Pronto-Socorro do Campo Grande para ser examinado e, em seguida, encaminhado para a 2ª Delegacia Seccional de Campinas, onde o caso foi apresentado.

A mulher foi localizada após a Polícia Militar receber um chamado de uma vizinha da mãe da criança. Na ocasião, a jovem de 21 anos alegou que o filho havia sido roubado, mas depois confessou que ela tinha o abandonado no terreno baldio.


Reproduzido por: Lucas H.


EPM realizará o curso Adoção tardia (Reprodução)

20/10/2017

 
De 9 a 30 de novembro, será ministrado na EPM o curso Adoção tardia, promovido em conjunto com a Corregedoria Geral da Justiça e com a Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ/TJSP). As atividades acontecerão às quintas-feiras, das 9 às 12 horas, no auditório do 4º andar, sob a coordenação do juiz Gabriel Pires de Campos Sormani e do psicólogo judiciário Miguel Clemente Lohmeyer.

São oferecidas  80 vagas presenciais e 400 vagas para a modalidade a distância. Haverá emissão de certificado de conclusão de curso àqueles que apresentarem, no mínimo, 75% de frequência (para isso, o aluno deverá assinar a lista de presença, na modalidade presencial, ou apresentar acesso integral ao conteúdo da aula, para a modalidade a distância).

As inscrições são gratuitas e abertas a magistrados, promotores de Justiça, assistentes sociais e psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Haverá emissão de certificado de conclusão de curso àqueles que apresentarem 75% de frequência (para obtenção de presença, o aluno da modalidade a distância deve apresentar acesso integral ao conteúdo da aula e, na modalidade presencial, deve assinar a lista de presença).

Inscrições: podem ser feitas até o dia 5 de novembro (até o preenchimento das vagas). O interessado deverá acessar a área Inscrições do site da EPM, preencher o campo CPF e escolher o curso.

Magistrados e funcionários do TJSP deverão preencher login e senha do correio eletrônico e seguir as instruções. Alunos e ex-alunos da EPM sem vínculo com o TJSP deverão preencher usuário e senha de acesso à “Sala de alunos”, conferir os dados e, se for o caso, atualizá-los. Os demais interessados deverão preencher a ficha completa. Em seguida, deverá ser selecionada a modalidade desejada (presencial ou a distância). Após o envio da ficha, oportunamente, será remetido e-mail confirmando a inscrição.

Matrículas: para efetuar a matrícula, o inscrito deverá enviar as cópias dos documentos abaixo relacionados digitalizados (em um único arquivo PDF) para o e-mail epmcursosrapidos@tjsp.jus.br, especificando o nome do curso no assunto da mensagem, até o dia 5 de novembro, impreterivelmente (não serão aceitos documentos enviados após essa data e horário).

Fonte: EPM.

Original disponível em: http://anamages.org.br/noticias/epm-realizara-o-curso-adocao-tardia

Reproduzido por: Lucas H.


96% das crianças aptas para adoção na Bahia têm mais de cinco anos (Reprodução)

20/10/2017

A Bahia conta, atualmente, com 110 crianças disponíveis para adoção, segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Deste total, 96% delas têm 5 anos ou mais.

Esta faixa de idade, no entanto, está longe de ser a opção mais recorrente entre os futuros adotantes. No estado, apenas 20% dos 1.049 pretendentes estão interessados em acolher crianças acima de 5 anos.

Tal cenário é considerado preocupante pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Por causa disso, o órgão promove, hoje, o TJ-BA Kids, iniciativa que vai proporcionar o encontro entre crianças a partir de 5 anos que vivem em casas de acolhimento e candidatos habilitados a adoção.

O evento vai acontecer na sede da Universidade Corporativa do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (Unicorp), no bairro do Monte Serrat (Cidade Baixa), a partir das 9h. A ação, coordenada pelo desembargador Emílio Salomão Resedá, tem como tema, este ano, "Não se esqueça de mim".

A intenção, de acordo com o desembargador, é apresentar as crianças para possíveis adotantes. "Trata-se de uma procura ativa. Vamos mostrar estas crianças para pessoas que estão interessadas em adotar mas que, muitas vezes, por desconhecimento, acabam focando em um só perfil de criança – as mais novas, na maioria das vezes", explicou.


Nem sempre adoção é romântica como um amor à primeira vista. A gente precisa se aproximar das crianças, conhecê-las e não apenas deixá-las nos conquistar, mas também conquistá-las
Patrícia Lustosa, 41, que adotou duas irmãs com o músico Fábio Garboggini, 43


A atividade, segundo Resedá, pode promover encontros que resultem em uma adoção, de fato. "Temos notícias de resultados positivos que se deram após esses eventos. Precisamos mostrar essas crianças à sociedade e não deixá-las à margem, nos abrigos, escondidas", disse.

A exposição dessas crianças, ainda de acordo com o desembargador, visa, sobretudo, fazer com que elas passem menos tempo abrigadas. "Muitas crianças passam a vida inteira em uma instituição de acolhimento e, aos 18 anos, enfrentam um grande drama: como vou enfrentar o mundo sem nenhuma referência familiar? Queremos reduzir esse tempo para que eles consigam ser incorporados às famílias o quanto antes", disse.

Experiência

Foi em um desses encontros que o casal Patrícia Lustosa, 41, e o músico Fábio Garboggini, 43, conheceram as filhas, há um ano. Os dois já haviam demonstrado interesse em adotar crianças mais velhas quando foram informados sobre as irmãs *Joana, 14, *Vanessa, 12, e *Carla, 11, que viviam, desde muito pequenas, em uma instituição de abrigamento da capital.

"Nem sempre adoção é romântica como um amor à primeira vista. A gente precisa se aproximar das crianças, conhecê-las e não apenas deixá-las nos conquistar, mas também conquistá-las. No início, ficamos inseguros. Será que vamos conseguir dar conta de três meninas?", questionou Patrícia, que é professora universitária.

Assim que decidiu entrar com o processo de adoção das irmãs, o casal foi informado de que outra família já havia demonstrado interesse pela mais velha delas, de 14 anos. "Resolvemos, então, seguir adiante e deu tudo certo. Hoje, as duas mantêm contato com a irmã mais velha", contou.

Há um ano, as duas irmãs ganharam uma nova família. Este período, segundo Patrícia, foi de descobertas e desafios. "A história de vida delas antes de ter uma família não será apagada. Agora estamos construindo uma nova história e, para isso, vamos pouco a pouco ressignificando valores. É gratificante vê-las felizes, sentir que estamos construindo algo juntos", disse.

*Nomes fictícios

Entidade apoia pretendentes


A preferência por perfis de crianças mais novas nos cadastros de adoção não é uma realidade apenas da Bahia, mas em todo o  país. 

No Brasil, o número de menores com mais de 5 anos abrigados em instituições é maior que a quantidade de pretendentes interessados em assumir a paternidade de crianças nesta faixa etária. 

No país, hoje, 8.138 crianças estão disponíveis para adoção, de acordo com o CNA. Desse total, 6.343 delas têm entre 5 e 17 anos, o que representa 77,94% do total de menores aptos.

Entre 41.373 pretendentes cadastrados no CNA, apenas 14.205 (cerca de 34%) estão dispostos a assumir a paternidade de crianças entre 5 e 17 anos.

De acordo com o presidente da Associação Bahiana de Estudo e Apoio à Adoção (Nascor), Vidal Campos Silva, tal preferência se dá, sobretudo, pela falta de informação. 

E ele fala com a experiência de quem viveu os dois lados: seu filho mais velho foi adotado aos 4 anos, enquanto a mais nova, com apenas um mês.

“Não podemos mudar o desejo de uma pessoa que sonha em adotar um bebê. A adoção deve partir de um desejo natural, devemos respeitá-lo. No entanto, sempre buscamos mostrar que existem, sim, outras possibilidades. O processo de adoção carece de estudo, conhecimento. A afinidade é o ponto-chave no momento da adoção. Está acima de qualquer plano”, disse.

Apoio

A instituição presidida por Vidal funciona há cinco anos e tem como objetivo reunir pais adotivos e pessoas que estão interessadas em adotar uma criança. A ideia da organização, segundo ele, é dividir experiências, tirar dúvidas e, sobretudo, criar uma rede de apoio entre os pais. 

A Nascor promove, a cada mês, encontros e palestras para esclarecer questões relacionadas a adoção. Amanhã, a associação vai receber dois psicólogos para conversar sobre crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. 

O evento será realizado no departamento de engenharia da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), na Federação, às 14h, com entrada gratuita. 


Reproduzido por: Lucas H.